PMBOK v5: 11.2 Identificar os Riscos do Projeto


Consiste na identificação específica das incertezas que podem afetar, positiva ou negativamente, o projeto e na determinação, e documentação, das características que lhes estão associadas. Para que possa ser gerido um risco tem de ser previamente identificado, uma vez concluído o plano de gestão do risco, inicia-se o processo de identificação dos riscos.

O processo de identificação de riscos é iterativo,  inicia-se logo que a informação esteja disponível e efetua-se, de forma recorrente, ao longo de todo o projeto, na medida em que as todas a decisões e alterações que acontecem ao longo das diversas fases do projeto podem determinar a eliminação de riscos previamente identificados e o aparecimento de novos riscos.



Para o processo de identificação dos riscos recorre-se a um número variado de fontes de informação, e de documentos de entre os quais os mais importantes são:

  • Plano de gestão de risco desenvolvido anteriormente
  • Análise dos planos de gestão de custos e de qualidade que foram desenvolvidos no âmbito do plano de gestão de projeto
  • Análise dos pressupostos do projeto, conforme o que se encontra retratado na documentação de âmbito do projeto
  • Estrutura de Decomposição dos Riscos /Risk Breakdown Structure (EDR / RBS)
  • Documento de registo dos grupos de interessados (Registo de Stakeholders)
  • Documentação interna e externa relacionada com projetos semelhantes



O processo de identificação dos riscos do projeto é liderado pelo gestor de projeto, realizado pela equipa de projeto e deve contar com o contributo dos principais interessados no projeto. Sendo uma atividade de grupo, devem usar-se técnicas criativas de trabalho em grupo, apoiadas sobre algumas ferramentas específicas ao processo de identificação do risco, das quais as mais importantes são:
  • Estrutura de Decomposição dos Riscos / Risk Breakdown Structure (EDR / RBS)
  • Revisão da documentação relativa a projetos anteriores
  • Suposições criativas e de especulação futura



O objetivo do processo de identificação dos riscos é o de obter uma lista abrangente de riscos (registo de riscos) que serão posteriormente sujeitos a um processo de análise qualitativa com o intuito prioritizar a lista dos riscos identificados com base na avaliação das probabilidades de ocorrência e o seu grau de impacto, em termos de prazo, custo, qualidade e desempenho do projeto.

Esta prioritização permite à equipa focar-se nos riscos de prioridade mais elevada, os quais deverão ser avaliados em maior pormenor e detalhe. Essa avaliação consiste na realização de uma análise que permita obter dados quantitativos sobre o impacto que o acontecimento subjacente ao risco identificado terá no projeto, definição de medidas específicas de controlo, e à eventual criação de reservas monetárias que se considerem necessárias.

A identificação dos riscos tem como resultado um plano de resposta para os riscos mais importantes e uma lista de acompanhamento dos riscos onde são agrupados os riscos de menor importância para o projeto.

A análise qualitativa dos riscos passa pela criação da matriz de probabilidade e impacto que foi definida no processo do plano de gestão do risco. Esta matriz permite conhecer de forma objetiva quais os riscos que devem ser analisados mais aprofundadamente, com base numa análise quantitativa, de forma a integrarem o plano de resposta aos riscos.

O processo de planeamento das respostas aborda os riscos pela prioridade, inserindo recursos e atividades no orçamento, no cronograma e no plano de gestão do projeto. Planear as respostas aos riscos é o processo de desenvolvimento de opções e ações para aumentar as oportunidades e reduzir as ameaças, para os objetivos do projeto, inerentes aos acontecimentos subjacentes aos riscos identificados. Inclui a identificação e a designação de uma pessoa (o “responsável pela (s) resposta (s) ao risco”) que deve assumir a responsabilidade por cada uma das ações de resposta ao risco acordada e financiada. As respostas planeadas devem ser oportunas e adequadas à relevância do risco em causa, ser eficazes em termos de custos, serem realistas no contexto do projeto e contarem com o acordo da totalidade dos interessados relevantes. O plano de resposta aos riscos deve obrigatoriamente ser constituído por ações de resposta especificamente adequadas a cada um dos riscos identificados.


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